     
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>Paulo Duarte</title>
	<atom:link href="http://pauloduarte.org/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pauloduarte.org</link>
	<description>Insights!</description>
	<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 17:34:14 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.5</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Algumas verdades sobre a mentira</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/algumas-verdades-sobre-a-mentira/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/algumas-verdades-sobre-a-mentira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 13:29:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[cérebro]]></category>

		<category><![CDATA[mentira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/?p=190</guid>
		<description><![CDATA[Animais mentirosos
Se por um lado é muito comum animais que parecem algo que não são, como borboletas com desenhos de olhos ou cobras que parecem venenosas, mentir, como atividade consciente e sofisticada, é, de fato, uma característica humana. Ou talvez de alguns de nossos parentes pongídeos (gorilas e chimpanzés). Para mentir é preciso que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Animais mentirosos</strong></p>
<p>Se por um lado é muito comum animais que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mimetismo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pt.wikipedia.org');">parecem algo que não são</a>, como borboletas com desenhos de olhos ou cobras que parecem venenosas, mentir, como atividade consciente e sofisticada, é, de fato, uma característica humana. Ou talvez de alguns de nossos parentes pongídeos (gorilas e chimpanzés). Para mentir é preciso que o invíduo possua uma &#8220;teoria da mente&#8221;, isto é, a capacidade de simular a reação de outra pessoa a sua mentira, definindo se esta será ou não verossímel. Uma mentira não humana foi contada por Koko, a gorila, quando questionada por seus treinadores depois dela haver arrancado uma pia de aço do lugar onde ela estava presa. Koko, utilizando a Linguagem de Sinais Americana, disse que &#8220;o gato fez isso&#8221;, referindo-se para seu pequeno animal de estimação. Ainda assim, não ficou claro se tratava-se de uma piada ou uma tentativa real de passar a culpa para seu gato.</p>
<p><strong>Mentir faz com que o cérebro funcione mais.</strong></p>
<p>A &#8220;teoria da mente&#8221; é tão importante que demora para se desenvolver: crianças com menos de quatro anos e meio não costumam ser boas mentirosas justamente porque têm dificuldade de compreender que as outras pessoas não tem a mesma visão dos fatos que elas e precisam integrar o seu próprio ponto de vista na narrativa mentirosa.</p>
<p>Diante disso não  é supresa que a atividade mentirosa dê mais trabalho ao cérebro.  Exames de ressonância magnética funcional revelaram que mais áereas cerebrais são exigidas durante a mentira, o que também tornou possível uma nova e talvez mais eficiente forma de detecção da mentira.</p>
<p><strong>Lidando com a mentira</strong></p>
<p>Antes dos avanços com mapeamento cerebral várias formas de lidar com a mentira foram desenvolvidos. A CIA e outras intiuições investiram muito dinheiro na produção de um soro da verdade, no entando a maior parte se mostrou inútil e pouco confiável. Já os polígrafos (aquelas maquinas que medem picos de estresse, muito comuns em filmes de espionagem mais antigos) tiveram seu tempo de sucesso embora também sejam imprecisos.  A  medida que mais casos foram  expostos de pessoas com a capacidade de enganar este método, ele foi perdendo a credibilidade.</p>
<p>No entanto psicólogos e outros estudiosos do comportamento conseguiram verificar que existem uma série de microexpressões faciais que podem ser  consideradas como um método confiável de expôr mentiras. Embora seja difícil detectá-las poderiam indicar que a pessoa está mentindo. Mas esse ainda é um assunto controverso, e longe de ser definitivo, embora as ilustrações de como detectar mentiras através de movimentos dos olhos tenham se espalhado e popularizado.</p>
<p><strong>Mentirosos</strong></p>
<p>Um estudo do <span style="font-family: verdana;color: #000000"><span>London School of Economics (LSE), em associação com a empresa de telefonia celular britânica Carphone Warehouse</span></span> identificou que pessoas mentem mais com o uso do celular, especialmente pela facilidade de enviar SMS, os torpedos, talvez porque assim as tais pistas verbais e não verbais fiquem mais fáceis de serem ocultadas.</p>
<p>Se todos mentem, existem aqueles mentem demais. O cérebro do mentiroso compulsivo é diferente das pessoas comuns. De acordo com estudo da Universidade da Califórnia do Sul que utilizou 49 voluntários os pacientes que eram mentirosos patológicos possuíam 26% a mais de massa branca no cérebro que os demais. Resumidamente, a massa branca é responsável pela transmissão de informações, enquanto a massa cinzenta as processa. A presença de mais massa branca no córtex pré-frontal pode aumentar a capacidade cognitiva da pessoa para mentir.</p>
<p><strong>Mentira e Felicidade</strong></p>
<p>Se a mentira é publicamente condenada, parece que ela é necessária não só para o convívio social, mas para ser feliz. Há indicações que pessoas com distimia, um tipo de depressão leve crônica tem uma tendência a serem mais realistas que pessoas com nível de felicidade considerado normal. E, de fato, quando as pessoas se recuperam das depressões ficam menos honestas.   As observações indicam também que em geral tendemos a considerar as pessoas que dizem sempre a verdade como sendo ríspidas, antissociais e mesmo patológicas. <strong>Então não se culpe tanto por uma mentirinha de vez em quando e aproveite bem o dia da mentira!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/algumas-verdades-sobre-a-mentira/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Efeito Bouba e Kiki</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/efeito-bouba-e-kiki/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/efeito-bouba-e-kiki/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 01:36:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[cérebro]]></category>

		<category><![CDATA[percepção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/click-mental/efeito-bouba-e-kiki.html</guid>
		<description><![CDATA[
Veja bem estas duas figuras acima, para qual delas você daria o nome de kiki e qual chamaria de Bouba?
Se você respondeu que a figura em verde é kiki e a laranja é bouba, você esta em concordância com cerca de 98% da humanidade. Por que existe esta tendência na escolha dos nomes, ao invés [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://pauloduarte.org/wp-content/uploads/2008/03/sinestesia.png" alt="Sinestesia" /></p>
<p>Veja bem estas duas figuras acima, para qual delas você daria o nome de kiki e qual chamaria de Bouba?</p>
<p>Se você respondeu que a figura em verde é kiki e a laranja é bouba, você esta em concordância com cerca de 98% da humanidade. Por que existe esta tendência na escolha dos nomes, ao invés de uma divisão de aproximadamente 50% para cada escolha? Bom isso tudo têm a ver como nosso cérebro processa os sentidos e a natureza da linguagem.</p>
<p>Esse experimento clássico, conhecido como &#8220;Efeito bouba-kiki&#8221; foi descoberto nos anos 60, por Wolfgang Kohler, um dos fundadores  da escola <a href="http://lfcalaca.com/secoes/gestalt" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/lfcalaca.com');">Gestalt</a> de psicologia. Existem bons motivos para nosso cérebro correlacionar aquilo que percebeu através do sentido da visão com aspectos dos movimentos da boca, de acordo com a sonoridade das palavras que você leu aqui para escolher o nome (kiki provoca rápidas flexões enquanto bouba, movimentos suaves e circulares).</p>
<p>É possível que giro angular, localizado no cruzamento dos centros responsáveis pela audição, visão e tato tenha um papel importante nisso. Pessoas com lesão nessa área tem menos chances de responder ao teste kiki-bouba com a resposta da maioria. O fato é que as áreas do cérebro relacionadas com a percepção dos sentidos interagem com áreas motoras específicas na parte frontal do cérebro que participam do ato da fala.</p>
<p>Existem muitos aspectos ainda por serem descobertos da construção da linguagem e da relação com outros aspectos de nossas capacidades cognitivas. Mas é interessante pensar que esse processo se dá de uma forma bem poética (não é a toa que sinestesia é uma palavra aplicada tanto a uma figura de linguagem, na literatura, quanto a uma propriedade cerebral, quando o cérebro mistura os sentidos).</p>
<p>É difícil entender a sinestesia do cérebro justamente porque ela soa como metáfora, quando não é. Por exemplo, enquanto alguém sem sinestesia imagina um livro quando ouve a palavra &#8220;livro&#8221;, uma outra com sinestesia pode ouvir esta palavra e ver a cor azul ou sentir um sabor adocicado. E não, não estamos falando de figuras de linguagem!</p>
<p>Ao que parece, essa influência dos sentidos entre si tem importante papel na linguagem e em seus aspectos mais lúdicos e curiosos. Mas seu cérebro não precisa de uma sinestesia para você experimentar as diversas combinações de cores, sons, sabores, odores, movimentos e pensamentos, pois, em algum lugar nesta festa de neurônios está sua criatividade. Estimule-a!</p>
<p style="font-size: 10px">PS. Artigo colaborando com a <a href="http://www.interney.net/?p=9761731" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.interney.net');">blogagem inédita</a> do InterNey.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/efeito-bouba-e-kiki/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Fuga e esquiva: o corajoso fujão</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/fuga-e-esquiva-o-corajoso-fujao/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/fuga-e-esquiva-o-corajoso-fujao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 12:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[esquiva]]></category>

		<category><![CDATA[fobia]]></category>

		<category><![CDATA[fuga]]></category>

		<category><![CDATA[medo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/click-mental/fuga-e-esquiva-o-corajoso-fujao.html</guid>
		<description><![CDATA[Como mencionei no artigo anterior (Fuga e Esquiva: identificando comportamentos), algumas é difícil perceber comportamentos de esquiva. Sim, muitas vezes encontramos explicações bastante racionais para os motivos dos quais evitamos situações que provocam ansiedade ou medo. Isso acontece até mesmo se pensarmos no fóbico clássico, por exemplo, com claustrofobia que justifica não ficar num lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como mencionei no artigo anterior (<a href="http://pauloduarte.org/click-mental/fuga-e-esquiva-identificando-comportamentos.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pauloduarte.org');">Fuga e Esquiva: identificando comportamentos</a>), algumas é difícil perceber comportamentos de esquiva. Sim, muitas vezes encontramos explicações bastante racionais para os motivos dos quais evitamos situações que provocam ansiedade ou medo. Isso acontece até mesmo se pensarmos no fóbico clássico, por exemplo, com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Claustrofobia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pt.wikipedia.org');">claustrofobia</a> que justifica não ficar num lugar fechado por causa da temperatura.</p>
<p>Mas eu mencionava uma esquiva, que denominei de  &#8220;inversão de prioridades&#8221; que agora vou explicar e ampliar este meu conceito. A idéia é simples: alguém tem uma tarefa de importante, no entanto altamente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ansiedade" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pt.wikipedia.org');">ansiogênica</a> (provoca-lhe medo, insegurança, etc.). Esta pessoa possui outros compromissos menos importantes a serem realizadas durante o dia. O que acontece? A tarefa a ser esquivada cai para última posição da lista, sendo feita apenas quando (e se) forem realizadas todas as outras.</p>
<p>Obviamente nesse cenário vemos que cada novo compromisso é colocado como um escudo para evitar a tarefa-problema. No entanto como a ansiedade  é um fator chave para os comportamentos de esquiva, a medida que as outras tarefas vão sendo realizadas a ansiedade tende a aumentar, já que se aproxima a hora do enfrentamento. O que pode acontecer é que toda a lista de tarefas se torna fonte de ansiedade, característica chamada pelos psicólogos comportamentalistas de generalização dos estímulos *.</p>
<p>Muitas vezes outros compromissos são inseridos (por exemplo, ajudar alguém com outra coisa) para evitar chegar ao fim da lista. Não é difícil então ouvir a pessoa reclamar que não consegue terminar suas atividades, por que sempre esta fazendo outras coisas. E com certo conforto afirmar que deseja enfrentar aquele desafio que no entanto está inatingível por uma muralha de atividades que ele mesmo colocou.</p>
<p style="font-size: 10px">*<strong> Generalização de estímulos</strong>:  &#8220;Na generalização de estímulos, um estímulo adquire controle sobre uma resposta devido ao reforço na presença de um estímulo similar, porém diferente.  Freqüentemente, a generalização depende de elementos comuns a dois ou mais estímulos.  É o caso de uma criança aprendendo sobre animais, chamar todo animal que mama de &#8220;mamífero&#8221;, independente da espécie&#8230; se mama&#8230; será mamífero, embora estímulos diferentes, há a generalização para classe &#8216;mamíferos&#8217;&#8221;<strong> Fonte: </strong><a href="http://www.redepsi.com.br/portal/modules/wordbook/entry.php?entryID=782" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.redepsi.com.br');">Rede Psi</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/fuga-e-esquiva-o-corajoso-fujao/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Fuga e Esquiva: identificando comportamentos</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/fuga-e-esquiva-identificando-comportamentos/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/fuga-e-esquiva-identificando-comportamentos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 11:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[esquiva]]></category>

		<category><![CDATA[fuga]]></category>

		<category><![CDATA[medo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/click-mental/fuga-e-esquiva-identificando-comportamentos.html</guid>
		<description><![CDATA[A psicologia comportamental usa a terminologia fuga e esquiva para se referir a determinada serie de comportamentos que envolvem abandono ou evitamento de uma situação aversiva. Esses conceitos que são compartilhados pela biologia quando se refere as reações instintivas de luta e fuga, em que animais reagem a situação de ameaça lutando ou fugindo.


É fácil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A psicologia comportamental usa a terminologia fuga e esquiva para se referir a determinada serie de comportamentos que envolvem abandono ou evitamento de uma situação aversiva. Esses conceitos que são compartilhados pela biologia quando se refere as reações instintivas de luta e fuga, em que animais reagem a situação de ameaça lutando ou fugindo.</p>
<p style="text-align: center">
<p style="text-align: center"><a title="The Great Escape por Corey Ann, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/coreyann/2184541516/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.flickr.com');"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2255/2184541516_36c8b3a26e.jpg" alt="The Great Escape" width="450" height="299" /></a><br />
É fácil prever que ao se deparar com um leão, uma zebra  irá muito provavelmente fugir. Outros animais, talvez dois leões, enfrentem-se.  No comportamento humano essa previsão é mais complexa, principalmente porque enfrentamos diversas situações de medo e ansiedade que não são tão radicais e fatais quanto na selva.</p>
<p>Em particular a esquiva, que nos permite antecipadamente evitar uma situação de confronto e ansiedade. Um exemplo simples de esquiva e tomar-se um caminho mais longo para evitar passar por uma pessoa. Se muitas vezes isso é feito de forma clara e consciente outras nem tanto. E aí muitas vezes pode residir um problema.</p>
<p>Um comportamento de esquiva que costumamos usar facilmente para evitar enfrentar um problema particularmente difícil ou trabalhoso é inversão das prioridades. O problema X é urgente, no entanto é cansativo ou uma tarefa nova a qual não se domina plenamente, o que promove ansiedade e estresse ao executá-la. Ora, uma pessoa pode simplesmente adiá-la (esquiva), dizer que não está se sentindo bem e que precisa ir para casa (fuga). Mas estas formas são fáceis de identificar que estamos evitando algo. Que tal se você considerasse fazer primeiro as tarefas A, B, C, D&#8230; ? É fácil nos depararmos com dias em que trabalhamos arduamente mas não demos conta de algo que era essencial, no entanto fizemos até o trabalho que era para muitos dias a frente.</p>
<p>É difícil nos apercebermos de uma série de comportamentos de esquiva que realizamos: o dentista para o qual nunca encontramos um horário disponível em nossa agenda mas estamos convencidos de que é por falta de tempo, aquela conversa séria com o(a) companheiro(a) que nunca encontra o momento ideal, o pedido de aumento que sempre espera o mês seguinte. Para identificar esses padrões, existem dois aspectos que devem ser analisados: o primeiro é identificar uma situação de fuga ou esquiva, ser capaz de reconhecê-la e a segunda é identificar os padrões usados para evitar as situações que nos desagradam, pois temos a tendência a repetir os mesmos comportamentos (ou seja, usamos as mesmas desculpas para evitar problemas diferentes). Conhecer nossas &#8220;desculpas&#8221; mais freqüentes faz com que seja mais fácil identificar quanto estamos evitando algo que, por mais que seja motivo de temor e ansiedade, é preciso realizar.</p>
<p>O assunto é muito vasto e pretendo retornar a ele em breve, com mais detalhes e alguns tipos de soluções usadas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/fuga-e-esquiva-identificando-comportamentos/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Palavra mágica para afastar maus pensamentos</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/palavra-magica-para-afastar-maus-pensamentos/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/palavra-magica-para-afastar-maus-pensamentos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 14:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/click-mental/palavra-magica-para-afastar-maus-pensamentos.html</guid>
		<description><![CDATA[Há muitos anos atrás eu li em alguma revista uma esotérica que indicava uma palavra específica que deveria ser dita ou pronunciada quando a pessoa fosse acometida por maus pensamentos. Essa palavra teria uma propriedade mágica de impedir que aqueles pensamentos se realizassem e fazendo com que quem a pronunciou parasse de se preocupar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos anos atrás eu li em alguma revista uma esotérica que indicava uma palavra específica que deveria ser dita ou pronunciada quando a pessoa fosse acometida por maus pensamentos. Essa palavra teria uma propriedade mágica de impedir que aqueles pensamentos se realizassem e fazendo com que quem a pronunciou parasse de se preocupar com aquilo.</p>
<p>Por motivos éticos não revelarei a palavra recomendada, mas vou contar mais adiante o experimento pessoal que tive com uma palavra. Primeiro é preciso lembrar que todos somos acometidos, em maior ou menor grau, por pensamentos &#8220;intrusivos&#8221;: aquelas idéias desagradáveis que, apesar de inoportunas e improváveis, são difíceis de nos livrar. Você possivelmente faz ou conhece pessoas que desenvolveram comportamentos para se livrar destes pensamentos: quem nunca viu alguém &#8220;dar umas batidas na madeira&#8221; depois de pensar ou comentar uma possibilidade ruim?</p>
<p>Comportamentos supersticiosos, desde que não interfiram gravemente na rotina e na qualidade de vida da pessoa, são aceitáveis. No entanto, <strong>se você considera que é perturbado excessivamente por pensamentos intrusivos ou gasta tempo demais fazendo coisas para se livrar deles, talvez seja o caso se consultar com um profissional</strong> (psicólogo ou psiquiatra) sobre TOC (transtorno obsessivo compulsivo).</p>
<p>Mas se você apenas tem alguma superstição, não se preocupe, faz parte da maioria da população. No entanto, se acha que estas superstições não combinam com você, pois não acredita racionalmente nesta ou naquela habilidade metafísica das coisas que você faz, que tal substituí-las por uma palavra &#8220;mágica&#8221; (condicionada)?</p>
<p>A dica da esotérica me intrigou quanto a possibilidade de ser funcional mesmo sem aceitar sua explicação sobre porque funcionaria. Passei a usar uma palavra pouco comum toda vez que queria abandonar uma linha de raciocínio que se mostrava estressante e pouco útil (os maus pensamentos). O resultado foi bastante satisfatório. Usua-a até hoje, sem acreditar que possua poderes místicos, pois na verdade ela se tornou parte de um condicionamento no qual eu abandono o pensamento anterior e retorno a um estado de tranqüilidade, ocupando-me do coisas que realmente considero importantes.</p>
<p><a title="VENCENDO O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5191&amp;tipo=2&amp;isbn=9788536315607" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.livrariacultura.com.br');"><img class="alignright" src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas3/553/5074553.jpg" alt="VENCENDO O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO" width="300" height="400" /></a></p>
<p>Como fazer para que este condicionamento seja efetivo?</p>
<p>Antes de mais nada é preciso praticar, para que o condicionamento seja alcançado é preciso usar a palavra adequadamente. Pense nela quando quiser abandonar pensamentos bobos ou mesmo desviar sua atenção de um assunto para outro. É bom que em situações que estão lhe causando preocupação, após pensar na palavra procure um lugar onde possa relaxar um pouco, descansar ou se distrair. Esse tipo de procedimento é semelhante ao usado em algumas técnicas de relaxamento ou hipnose e funcionam de acordo com a receptividade da pessoa além de diversas variáveis do contexto. Portanto isto não é exatamente um procedimento terapêutico nem uma solução realmente mágica, mas não custa tentar essa substituição para evitar ter que procurar algo de madeira para dar três batidinhas ou algo verde em que tocar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/palavra-magica-para-afastar-maus-pensamentos/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Hulk vai a Terapia Comportamental</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/hulk-vai-a-terapia-comportamental/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/hulk-vai-a-terapia-comportamental/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 10:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[terapia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/click-mental/hulk-vai-a-terapia-comportamental.html</guid>
		<description><![CDATA[Analisar personagens de ficção nos permite certas considerações que são eticamente complicadas quando nos referimos à pessoas reais. Por isso decidi usar Bruce Banner como exemplo para ilustar algumas coisas sobre terapia de controle de raiva.
Nosso paciente chega com uma queixa específica: tem crises de raiva em que perde o controle de si mesmo, vira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Analisar personagens de ficção nos permite certas considerações que são eticamente complicadas quando nos referimos à pessoas reais. Por isso decidi usar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hulk" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pt.wikipedia.org');">Bruce Banner</a> como exemplo para ilustar algumas coisas sobre terapia de controle de raiva.</p>
<p>Nosso paciente chega com uma queixa específica: tem crises de raiva em que perde o controle de si mesmo, vira &#8220;um monstro&#8221; e teme vir a machucar ou ferir pessoas.</p>
<p>Primeira coisa que podemos concluir com o paciente  Sr. Banner é que certas recomendações feitas por alguns livros de auto-ajuda e certas terapias não funciona a contento: expressar sua raiva. Segundo pesquisas, estimular terapeuticamente a catarse (quando os sentimento são expressados de forma intensa, como por exemplo uma explosão de raiva reprimida) não se mostrou eficaz em fazer desaparecer comportamentos agressivos, pelo contrário: quem expressa sua raiva através de comportamentos &#8220;raivosos&#8221; parece ter a tedência a voltar a repetir esses comportamentos no futuro. Nenhuma novidade, nosso paciente têm &#8220;colocado para fora&#8221; toda sua agressividade e o quadro só parece piorar a cada década.</p>
<p>Outro aspecto, mais difícil de admitir para o paciente, é o ganho secundário que ele tem ao expressar um comportamento do qual ele se queixa e que isso é um dos motivos dele continuar sendo repetido. Ora, por mais que o Sr. Bruce Bunner venha ao consultório queixar-se cheio de culpa por virar Hulk depois de qualquer engarrafamentinho de 4 horas sabemos a verdade: existem vantagens em virar Hulk que incluem, também, salvar a garota e bater nos bandidos. Bruce precisa reconhecê-las e identificar esses motivos apesar da culpa que sente depois que de transformar-se.</p>
<p>Uma terapia comportamental parece a ideal para um paciente como Bruce, que é um cientista e possivelmente preferirá uma abordagem com um discurso científico, além do que terapias mais clássicas como a psicanálise poderiam resultar em um psicanalista dividido ao meio, depois da aparição do Hulk por causa de um <em>insight</em> ou alguma frustação bem pontuada pelo analista. Claro, poderia-se tentar uma abordagem menos ortodoxa e existem psicanalistas competentes para tal. No entanto, eu, particularmente, não ficaria de costas com Bruce Banner deitado ao divâ.</p>
<p>O processo terapêutico de Bruce deveria enfocar outras possibilidades de comportamentos para que ele lidasse com os sentimentos de raiva. Novos comportamentos devidamente reforçados diminuiriam os episódios de explosão de raiva. Ele poderia tirar vantagem também da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_terapia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pt.wikipedia.org');">arte-terapia</a> onde poderia expressar-se de forma criativa (deveria usar tinta <strong><font color="#339966">verde</font></strong>?). E, talvez,  a médio/longo prazo, pensar em desenvolver em Bruce formas de obter os benefícios que Hulk lhe proporcionava no passado sem provocar a destruição em massa que causa hoje.</p>
<p>Essas considerações são obviamente ficcionais e anedóticas, mas nem por isso deixam de representar certos conceitos de uma psicoterapia comportamental. Se até Hulk pode fazer, por que não você?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/hulk-vai-a-terapia-comportamental/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Estão todos mais felizes? Não, é só você.</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/estao-todos-mais-felizes-nao-e-so-voce/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/estao-todos-mais-felizes-nao-e-so-voce/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 01:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[percepção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/uteis/estao-todos-mais-felizes-nao-e-so-voce.html</guid>
		<description><![CDATA[Um artigo do Cognitive Daily, How sad are these faces? Depends on how sad you are (Quão tristes são estas faces? Depende do quão triste você está), explica um estudo [1] em que pessoas são solicitadas a classificar diversas expressões faciais em figuras, havendo sido previamente expostas a músicas &#8220;alegres&#8221; ou &#8220;tristes&#8221;.  O resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um artigo do Cognitive Daily,<a href="http://scienceblogs.com/cognitivedaily/2007/10/how_sad_are_these_faces_depend.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/scienceblogs.com');"> How sad are these faces? Depends on how sad you are</a> (Quão tristes são estas faces? Depende do quão triste você está), explica um estudo <a href="#1">[1]</a> em que pessoas são solicitadas a classificar diversas expressões faciais em figuras, havendo sido previamente expostas a músicas &#8220;alegres&#8221; ou &#8220;tristes&#8221;.  O resultado indicou que o estímulo das musicas e provavelmente o humor subsequente a esta, influenciou nas escolhas das faces &#8220;neutras&#8221; ou &#8220;ambíguas&#8221; para penderem em uma ou outra direção.</p>
<p>Este é mais experimento que joga luz na questão de <strong>porque alguns clichês   de auto-ajuda funcionam</strong>. Um dos recentes sucessos desta área, O Segredo, reforça a idéia de que uma atitude positiva teria influência no ambiente. Por exemplo, se você mentalizar adequadamente, seus colegas de trabalho serão mais simpáticos com você, menciona um exemplos do filme. Não é difícil imaginar que, se pudermos extrapolar o experimento de laboratório para o ambiente real de trabalho,  que as faces neutras dos  colegas de trabalho, antes interpretadas negativamente, podem ser vistas como alegres por alguém que mudou sua disposição inicial.</p>
<p>Que nossas perspectivas pessoais, preconceitos e expectativas filtram e interpretam as informações que coletamos do ambiente não é novidade e é um conhecimento relativamente difundido. No entanto, continuamos sendo muito ruins no que se refere a identificar estas influências no nosso julgamento da realidade.</p>
<p>Que implicações práticas isto tem?  A primeira delas é que de fato, o mundo poderá lhe parecer um lugar povoado por pessoas (um pouco) mais simpáticas se sua atitude emocional se alinhar a esta expectativa. Outra, mais importante, está em compreender que sempre utilizamos destes filtros emocionais nas interações humanas e que é prudente dar uma margem de segurança sobre nossas impressões da realidade ao redor e das motivações alheias.</p>
<p><a title="1" name="1"></a>[1] Bouhuys, A.L., Bloem, G.M., &amp; Groothuis, T.G.G. (1995). Induction of depressed and elated mood by music influences the perception of facial emotional expressions in healthy subjects. <em>Journal of Affective Disorders, 33</em>, 215-226.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/estao-todos-mais-felizes-nao-e-so-voce/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Sua avó estava errada? Revendo ditados populares.</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/sua-avo-estava-errada-revendo-ditados-populares/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/sua-avo-estava-errada-revendo-ditados-populares/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2007 15:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/upgrade-cotidiano/sua-avo-estava-errada-revendo-ditados-populares.html</guid>
		<description><![CDATA[Ditados encerram sabedorias do senso comum,o que não significa que sejam verdadeiros ou devam ser aplicados sem reflexão.
Você provavelmente aprendeu certas coisas em família e entre amigos. Essas frases muitas vezes encerraram uma discussão, ditas com a postura de quem carrega uma sabedoria ancestral e imutável. Algumas considerações despentrenciosas sobre algumas que ouvi recentemente sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ditados encerram sabedorias do senso comum,<br />o que não significa que sejam verdadeiros</em> <em>ou devam ser aplicados sem reflexão.</em></p>
<p>Você provavelmente aprendeu certas coisas em família e entre amigos. Essas frases muitas vezes encerraram uma discussão, ditas com a postura de quem carrega uma sabedoria ancestral e imutável. Algumas considerações despentrenciosas sobre algumas que ouvi recentemente sendo usadas com pouco cuidado para decidir coisas importantes.</p>
<p><strong><em>Água mole em pedra dura tanto bate até que fura</em></strong></p>
<p>O valor da persistência é reconhecido até hoje, mas poucas coisas produzem resultado diferente das primeiras tentativas a ponto de compensar o investimento. E isso vale para um mito: o de que o treino produz melhora constante, isto é verdade até um certo limite e pesquisas recentes mostram que este limite, principalmente para habilidades fisicas pode ser mais curto do que imaginamos. Nosso cérebro esta preparado para situações diversificadas e repetições excessivas não necessariamente farão que se execute melhor uma tarefa (o que não significa que a completa ausência de treino não leve a degradação da uma habilidade). A medida aqui é a comparação do esforço e do progresso, se você não possui milhares de anos para furar uma pedra, talvez seja o caso de trocar a água por uma britadeira. Ou mudar de objetivo.</p>
<p><strong><em>Mais vale um pássaro na mão, do que dois voando</em></strong></p>
<p>A moral desta história está na segurança. É uma questão importante mas deve-se pensar no limite entre segurança e ignorar oportunidades. Se o sujeito do ditado queria apenas um pássaro para si, de fato, ele fez bem em garantir o seu. Se ele queria montar um criação de pássaros, valeria a pena ter arriscado pegar o casal?</p>
<p><strong><em>Manda quem pode, obedece quem tem juízo</em></strong></p>
<p>Em poucas situações temos a ameaça de um fuzil para o descumprimento de ordens hoje, no entanto há situações cotidianas em que não faz sentido questionar idiossincrasias de uma organização em que se trabalha, atua ou convive. Mas isto não pode ser desculpa para passar adiante a responsabilidade de algum imenso erro que você esta prestes a cometer e sabe disto. &#8220;Eu apenas cumpria ordens&#8221; não tem muito efeito, nem nos tribunais nem no julgamento social.</p>
<p><strong><em>Cão que ladra não morde</em></strong></p>
<p>Hoje este ditado perdeu bastante o sentido. Em uma sociedade profundamente relacionada ao marketing, a imagem, profundamente interconectada, que incentiva que cada indivíduo veja a si mesmo como uma empresa e suas relações como <em>networking</em>, o que importa é a comunicação. Morder? Hoje o cão nem precisa latir, basta mandar um e-mail contando para todo mundo que latiu. E alguns latidos podem ser piores que uma mordida.</p>
<p><strong><em>Filho de peixe, peixinho é</em></strong></p>
<p>Mesmo nesta época de maravilhas descobertas sobre o genoma humano, filiação não é destino. Aliás é uma crueldade tanto para quem se espera que repitam o sucesso (ou fracasso) de seus pais, quanto para aqueles que justificamos s vitórias por méritos ancestrais, ignorando todos esforços pessoais. E se este é o seu caso, não aceite ser vítima do excesso de boas (ou más) expectativas. Isso vale desde filhos de políticos até os vários cantores brasileiros de 2ª geração.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/sua-avo-estava-errada-revendo-ditados-populares/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Gestos dos maus e bons oradores</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/gestos-dos-maus-e-bons-oradores/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/gestos-dos-maus-e-bons-oradores/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 17:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/click-mental/gestos-dos-maus-e-bons-oradores.html</guid>
		<description><![CDATA[Algumas pesquisas têm mérito não por trazer descobertar revolucionárias, mas justamente por testar conhecimentos disseminados pelo senso comum, as vezes validando-os, outras negando. O artigo, Comparação do comportamento gestual entre maus e bons oradores durante a comunicação em público de Leda Raquel Vasconcellos e Emma Otta, da Psicologia em Revista, disponível no site da PUC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas pesquisas têm mérito não por trazer descobertar revolucionárias, mas justamente por testar conhecimentos disseminados pelo senso comum, as vezes validando-os, outras negando. O artigo, <a href="http://www.pucminas.br/imagedb/documento/DOC_DSC_NOME_ARQUI20041214095649.pdf?PHPSESSID=6d960d9e37a2f3935742b3401f5f94e1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.pucminas.br');">Comparação do comportamento gestual entre maus e bons oradores durante a comunicação em público</a> de Leda Raquel Vasconcellos e Emma Otta, da Psicologia em Revista, disponível no site da PUC de Minas Gerais, é um caso destes. Segue um trecho da conclusão:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Nosso estudo revelou que os gestos diferenciam bons e maus oradores. A movimentação das mãos corresponde a um espaço considerável da imagem total de uma pessoa, o que sugere que mensagens importantes possam ser transmitidas por meio delas. Se um orador faz gestos que acompanham a fala, pode ser considerado como expressivo, entusiasmado e persuasivo. Se um orador esfrega as mãos, aumenta a probabilidade de ser percebido como tenso e inseguro. Gestos podem ser eficazes a transmissão de pistas de nervosismo ou de relaxamento em relação à situação de comunicação. É imprescindível que esse canal de comunicação seja treinado, principalmente em maus oradores.&#8221;</em></p></blockquote>
<p dir="ltr">Nada de expecionalmente novo, até porque o artigo é de 2003, mas contém aspectos decisivos a que deve-se estar atento na hora de falar em público. Leitura recomendada.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=65908&amp;ST=SR&amp;franq=264044" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.submarino.com.br');"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img8/65908_4.jpg" alt="Vença o Medo de Falar em Público" width="300" height="449" /></a><p class="wp-caption-text">Vença o Medo de Falar em Público</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/gestos-dos-maus-e-bons-oradores/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Elimine incertezas e imprecisões de seu modo de falar</title>
		<link>http://pauloduarte.org/blog/elimine-incertezas-e-imprecisoes-de-seu-modo-de-falar/</link>
		<comments>http://pauloduarte.org/blog/elimine-incertezas-e-imprecisoes-de-seu-modo-de-falar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 11:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pauloduarte.org/upgrade-cotidiano/elimine-incertezas-e-imprecisoes-de-seu-modo-de-falar.html</guid>
		<description><![CDATA[Nossa cultura nos permite adotar uma linguagem que  dá muito espaço para imprecisão, fazendo com que  nossa comunicação fique impregnada de  impressões subjetivas e pouco claras a cerca de coisas que acreditamos estar bem definidas e restrita aos fatos. Veja, por exemplo, as expressões a seguir:

Uma grande chance
Quase pronto
Muito provável
Freqüentemente
Impossível
Eventualmente
Desejável
Melhor que antes
Possível
Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa cultura nos permite adotar uma linguagem que  dá muito espaço para imprecisão, fazendo com que  nossa comunicação fique impregnada de  impressões subjetivas e pouco claras a cerca de coisas que acreditamos estar bem definidas e restrita aos fatos. Veja, por exemplo, as expressões a seguir:</p>
<ul>
<li>Uma grande chance</li>
<li>Quase pronto</li>
<li>Muito provável</li>
<li>Freqüentemente</li>
<li>Impossível</li>
<li>Eventualmente</li>
<li>Desejável</li>
<li>Melhor que antes</li>
<li>Possível</li>
<li>Se puder</li>
<li>Entregar logo</li>
<li>Provável</li>
<li>Pode ser</li>
<li>Raramente</li>
<li>Muito</li>
</ul>
<p>Elas nem sempre significam as mesmas coisas para a pessoas que fala e a que escuta. Todos as usamos, eu mesmo identifico em meus textos, mas podemos ficar atentos e evitá-las <span style="font-weight: bold">principalmente quando precisamos de algo que envolva prazos, freqüências e valores</span>. Talvez você acredite que seja mais gentil pedir que algo seja feito &#8220;logo&#8221; ou &#8220;mais rápido&#8221; no entanto, você pode evitar frustrações para ambos se explicar que precisa daquilo até a próxima segunda-feira. O mesmo vale para quando você assume compromissos, ser vago e impreciso poderá causar dois efeitos perigosos. O primeiro é de não cumprir o esperado, pois você prometeu algo e o seu ouvinte entendeu outra. A segunda é que você pode passar a idéia de que não assume compromissos, preferindo usar palavras não comprometedoras.</p>
<p>Caso alguém peça algo ou forneça uma informação imprecisa, remova a imprecisão da comunicação: ofereça um prazo ao que lhe é solicitado, diga-lhe que fará com determinada freqüência ou quando determinado evento ocorrer.  E pergunte, se necessário, o que precisa saber.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pauloduarte.org/blog/elimine-incertezas-e-imprecisoes-de-seu-modo-de-falar/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
